Essa técnica é bem simples. É só criar uma linha melódica que soe bem com a melodia e depois escolher um acorde.

Ok, mas como faço isso? Qual é o meu ponto de partida?

Antes de tudo, você tem que fazer uma análise melódica. Veja se há alterações ou se a melodia é diatônica. Vou colocar como exemplo um trecho da música Irmão Jacque.

Melodia

 

Melodia simples e sem alteração, totalmente diatônica. Para dar um sentido tonal, eu vou começar o baixo com a tônica.

melodia mais baixo

 

Feito isso, coloque todas as possibilidades de acordes.

Melodia possibilidades

 

É possível fazer da forma descendente.

melodia possibilidades 2

Pronto, agora você já sabe harmonizar uma música em menos de 5 minutos. Lembrando que tem que saber o campo harmônico de cabeça.

Experimente colocar notas cromáticas e harmonizar com dominante secundário, dominante substituto, diminutos e acordes de empréstimo. Experimento também outras relações intervalares além do grau conjunto, como 3ª, 4ª e 5ª.

Eu fiz uma harmonização de Ode To Joy do Beethoven com bastante acorde para demonstrar como essa técnica é simples, prática e funcional.

Ode to joy

 

Abraços e até a próxima

5 de julho de 2019

6 respostas em "Técnica de harmonização pela linha do baixo"

  1. Caro Michael, eu meio que já sabia disso intuitivamente, mas gostei bastante da sua explicação. Vou exercitar esta lição sobre algumas linhas melódicas. Muito útil e claro seu post.

  2. Beethoven tremeu no túmulo. Essa rearmonização ficou sinistra. Muito bom, vlw vou treinar isso aqui. esse baixo é muito interessante.

  3. Muito boa suas dicas no site…Gostaria de saber se você indicaria algum material para estudar reharmonização..
    Eu sou baixista..e toco também guitarra..
    Não toco musica erudita, apenas popular e gosto de reharmonizar músicas, mas tenho dificuldades..
    obrigado

    • Wilson, infelizmente não tem livro que ensine isso. Os livros passam as ferramentas, mas é necessário um professor para ensinar o conteúdo e algumas técnicas de rearmonização. O básico é começar mudando os acordes com a mesma função harmônica. Depois você pode partir para os dominantes, empréstimos, diminutos e etc. Sempre indico o livro de harmonia do Ian Guest e do Almir Chediak.

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